Segunda-feira, Maio 17, 2004

Força de Vontade! 

Como o Comeecala gosta de estar atento a tudo o que se passa em todos os meios de comunicação, descobrimos um assunto muito interessante que foi retratado no conhecido programa americano de televisão "OPRAH". Tratava-se de um tratamento de emagrecimento no qual haviam participado inúmeras pessoas e as quais estavam a dar o seu testemunho um ano após o terem começado. Estamos a falar de pessoas que pesavam cerca de 120 Kg e que,actualmente, estão a pesar cerca de 60 ou 70 Kg!!! O Programa consiste num aspecto que consideramos muito importante: o COMPROMETIMENTO da pessoa para com o tratamento! Antes de se iniciar qualquer tratamento, a pessoa tem que assinar um contrato em como quer, de facto, perder peso e que, para isso, está preparada para abdicar de tudo aquilo que a possa impedir de atingir plenamente o seu objectivo. O que se verifica é que as pessoas têm vergonha de mentirem a si próprias e às pessoas que presenciaram o momento em que o contrato foi assinado e então existe um esforço/força de vontade para que este seja concretizado e cumprido. A conclusão a que se chega é a de que o que é dificil não é responder à pergunta "você quer emagrecer?", mas sim responder a "Você está preparado/a para abdicar dos alimentos que o/a fazem engordar?".Mais uma vez se comprova que a força de vontade pode ser determinante nas escolhas alimentares, assim como, ser adjuvante no alcance do objectivo pretendido e canalizando, desta forma, para estilos de vida mais saudáveis. Podem visitar o site do criador deste programa de emagrecimento em www.getwiththeprogramme.org .

Quarta-feira, Maio 12, 2004

OBRIGADA APN! 

Viemos por este meio, agradecer e felicitar a Associação Portuguesa de Nutricionistas pela iniciativa que tomou ao oferecer as inscrições aos seus associados para o III Congresso de Nutrição e Alimentação subordinado ao tema " Alimentação, da Arte à Política", a realizar nos dias 27 e 28 de Maio em Aveiro. Esta boa vontade facilita, essencialmente, a adesão dos estudantes, uma vez que a situação financeira destes torna-se muitas vezes impeditiva da sua comparência neste eventos.Obrigada APN!

Expo - Nutrinformação 

O Comeecala alegra-se em ver que cada vez mais são criadas iniciativas de divulgação acerca de temas relacionados com nutrição e saúde. Cita-se, por exemplo, a recente Expo-Saúde levada a cabo pela Casa do ALto - Pedrouços (realizada entre 8 e 12 de Maio). É salutar descobrir a crescente preocupação dos profissionais de saúde em informar e esclarecer a população acerca de questões pertinentes e emergentes relacionadas com a sáude e o bem-estar humanos. São exemplos destas questões, temas como a Obesidade, a Diabetes Mellitus, o Colesterol, a Tensão Arterial e o Tabagismo.
Esperamos que sejam tomadas mais iniciativas deste género nas quais nós, nutricionistas, teremos muito gosto em participar.

Segunda-feira, Maio 10, 2004

Especial Emagrecer 

Apesar de ainda faltar algum tempo para o Verão, começam já a aparecer inúmeras revistas que se dedicam a "ajudar" os seus leitores a perder quilos e quilos sem qualquer esforço! Contudo não é apenas sobre isso que o Comeecala gostaria de falar. A título de exemplo damos a revista Máxima - Especial Emagrecer. Recheada de artigos que descrevem o padrão de uma alimentação saudável e melhores formas de evitar "vícios alimentares", esta revista (como muitas outras) apresenta ainda imensa publicidade a produtos dietéticos de rápido emagrecimento! O problema não é a publicidade em si, mas sim o tipo de publicidade, e a contradição que esta representa devido ao seu enquadramento. Vejamos que no meio de um artigo onde se refere a vantagem do emagrecimento equilibrado e o seu benefício para a saúde, surgem inesperadamente slogans de produtos dietéticos como "8 dias para perder 4 quilos...22 dias para não os recuperar"! O artigo que gostaríamos de destacar é sobre o programa PESO (Promoção do Exercício e Saúde na Obesidade), cujo objectivo é a mudança de estilo de vida, perdendo peso lentamente..mas sem o recuperar.
Surgem inevitavelmente questões como:
Qual o impacto desta publicidade nos leitores? Sentir-se-ão os leitores tentados a optar por "promessas rápidas e duradouras"? Será que esta estratégia de marketing será um bom auxílio à eterna guerra mental que existe em todos aqueles que desejam um silhueta de sonho: emagrecer lentamente mudando estilos de vida VS emagrecer rápido e facilmente mesmo que se tenha de dispender de alguns euros extra!
Talvez para muitas pessoas, o tema da revista se altere para Especial Emagrecer.....a carteira!

Terça-feira, Abril 20, 2004

Realidade controversa 

Caros leitores, o Comeecala gostaria de partilhar com vocês um aspecto que pensamos ser de uma grande importância. O objecto de análise é a revista "Dietas sem esforço". Mais do que analisarmos e criticarmos um artigo isoladamente e a sua verdade científica, existe um aspecto que consideramos fundamental numa revista de qualidade e fiabilidade: a coerência de informação! A revista em questão alterna artigos bem construídos com artigos medíocres e de informação duvidosa, que poderão conduzir os seus leitores a erros graves, influenciando erroneamente as suas escolhas e comportamentos alimentares.
Aprofundando um pouco o assunto relatamos a disparidade entre duas linhas orientadoras para a perda de peso. No artigo "Emagreça e multiplique a sua energia" o tópico "Esqueça das Calorias" descreve uma referência pouco fiável para controlo do peso corporal - O Índice Glicémico (IG)- onde as calorias dos alimentos são ignoradas. Na nossa opinião o método referido apresenta grandes limitações: o IG apresenta grande controvérsia dentro da comunidade científica quanto à sua utilização; o IG de um alimento isolado é diferente do IG desse alimento conjugado com outro (o qual não é uma simples média aritmética dos difentes IGs!!); ao esquecermos o valor energético dos alimentos e nos basearmos apenas no seu IG para controlo do peso corporal, podemos cair no erro de fazer uma dieta hipercalórica, e ai sim....engordar! Alertamos ainda neste artigo, para o facto de a combinação de alimentos ser efectuada com base no seu IG, proibindo, por exemplo, a combinação de arroz integral com qualquer tipo de protéina ou gordura, ou a proibição do consumo de alimentos com elevado IG (ex: banana ou pao branco). É obvio que estas informações estão erradas e não fazem sentido quer nutricionalmente quer no senso comum!
Já no artigo "Os segredos para se manter magra" , encontramos "As regras de ouro da dieta" onde é importante "Reduzir a ingestão calórica", e a importância do exercício para perder peso através do gasto calórico que este acarreta.
Por tudo isto, chamamos à atenção dos caros leitores, não só para os "deslizes" desta revista, mas também para toda a abundante e intensa informação sobre Nutrição e Alimentação com que somos bombardeados todos os dias!

Terça-feira, Março 30, 2004

Pirâmide vs Roda dos ALimentos - a escolha de um guia alimentar 

Ao longo dos tempos, os profissionais de saúde sempre se preocuparam com as escolhas alimentares da população. Numa tentativa de ajudar nessa selecção criaram-se guias alimentares como um suporte que tem como objectivo orientar as nossas escolhas de alimentos. Deste modo, um guia deve ser simples, objectivo e fácil de utilizar.
Neste sentido, tanto a Roda dos Alimentos como a Pirâmide Alimentar cumprem esses requisitos, mas ,no entanto, as diferenças entre si são muitas, evidentes e imediatas... Ao observarmos os guias referidos deparamos com formas e design diferentes. As formas são definidas pelo próprio nome, pelo que, a Roda dos Alimentos tem o formato de uma roda (que se pode assemelhar a um prato) e a Pirâmide Alimentar tem a forma de uma pirâmide. A forma vai assim definir distribuições de alimentos diferentes. Sendo que, na Roda, todos os alimentos são considerados de igual importância, a dimensão do grupo em que estão presentes é que revela a proporção que se deve consumir. Na pirâmide, os alimentos são distribuídos de forma hierárquica, em que os mais importantes estão na base, em grupos maiores, e os menos importantes no topo, em grupos de menor dimensão. Esta perspectiva diferente de apresentar os alimentos pode,no entanto, no caso da pirâmide, levar a erros de interpretação em que o consumidor fica com a ideia de que os alimentos do topo são os que se devem consumir mais, associando o estar no topo com maior importância e, logo,maior quantidade.
Assim, a escolha do guia alimentar deve ser cuidadosa e deve, acima de tudo, estar adequada à população a que se destina para que consigamos cumprir o nosso objectivo de ajudar na selecção alimentar em vez de estarmos a influenciar erroneamente essa decisão.





Quinta-feira, Março 25, 2004

Deve-se ou não usar detergente? 

A evolução tecnológica dos últimos anos trouxe para o mercado inúmeros produtos de higienização com a finalidade de facilitar a vida das donas de casa. Desta forma, surgem cada vez mais diferentes tipos de detergentes com variados fins, desde a higiene pessoal à higiene dos utensílios domésticos. Embora à primeira vista estes produtos possam parecer inofensivos eles acarretam múltiplos riscos, quer a nível ambiental quer ao nível humano.
Com a maternidade as preocupações com a higienização ficam acrescidas uma vez que é geral a sensibilização social para que haja uma correcta higiene dos utensílios que são usados no dia a dia do bebé. Deste modo, a aderência aos detergentes torna-se cada vez maior. Posto isto, e contrariamente ao que é dito na revista anual (2004) Guia do Bebé, queremos deixar claro que os detergentes devem ser evitados, essencialmente nos utensílios do bebé. A mãe deve, assim,lavar os biberões apenas com água corrente com o auxílio de um escovilhão e posteriormente fervê-los durante 10 minutos num tacho com água.
Para terminar, queremos deixar outra dica...não use detergentes para lavar as roupas, essencilamente as dos bebés. Use sabão natural, porque desta forma estará a ajudar a preservar a sua pele e a do seu bebé, assim como o ambiente e a nossa saúde!

Terça-feira, Março 23, 2004

Como a escrita pode mudar o que comemos! 

Dá que pensar...
Na edição nº9 da revista Fitness, no artigo sobre "Trabalhar vs Comer Bem", gostaríamos de chamar a atenção do leitor para um pequeno pormenor. Por vezes, a forma simplificada com que certos artigos são escritos para atingir um público mais abrangente, podem induzir a erros de interpretação que se poderão repercutir em escolhas alimentares menos acertadas. Exemplo disso é um pequeno excerto retirado do artigo acima referido: " Uma sandes pode ser uma óptima refeição, se optar por recheá-la com panados, salgados ou afins;porque não carne assada, ovo cozido, fiambre ou queijo." Apesar de considerarmos, na generalidade, o artigo bem construído, pensamos que a estruturação atribuída à frase não é a mais correcta podendo alguns leitores ficarem com uma ideia oposta à que se pretende dar. Na nossa opinião, a frase estaria mais correcta se fosse apresentada da seguinte forma: Uma sandes pode ser uma óptima refeição se optar por recheá-la com carne assada, ovo cozido, fiambre ou queijo em vez de panados, salgados ou afins. Posto isto, gostaríamos de sensibilizá-lo para que fique alerta à qualidade da escrita, pois esta pode distorcer a realidade que se pretende transmitir.

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